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Argentina, Chile, Peru: saiba quais são os países mais seguros para mulheres viajarem sozinhas na América do Sul

Viagem por: Ana Flávia Hantt em: 13/01/2018 | 20:00

A América do Sul possui belas paisagens e muita cultura. Com 12 países, reúne um vasto roteiro turístico, de praia a montanhas, com desertos, vinhedos e muita história.

Foto: Divulgação / Tudo & TodasMachu Picchu e seus sítios arqueológicos são alguns dos pontos mais visitados na América do Sul
Machu Picchu e seus sítios arqueológicos são alguns dos pontos mais visitados na América do Sul

No entanto, nem todos estes lugares são amigáveis para mulheres que desejam viajar sozinhas. Embora voos solos já sejam encarados com absoluta normalidade, seja para um mochilão, seja para férias glamourosas, dados de violência e infraestrutura dos países mostram que nem todos são recomendados para as viajantes.

Segundo o International Women's Travel Center, centro americano que mede a segurança de países em todo o mundo, ajudando, assim, mulheres a escolherem seus destinos, apenas quatro territórios são considerados seguros para as turistas:

1. Chile

Considerado o país mais estável da América do Sul, o Chile é banhado pelo Oceano Pacífico, e reúne mais de 6 mil quilômetros de costas litorâneas. A capital Santiago é considerada sofisticada, e oferece muitos museus e restaurantes. Puerto Varas, Pucon e Santa Cruz também são destinos recomendados para ver vulcões, cachoeiras e parques nacionais.
Os furtos são os crimes mais comuns contra turistas, e o Chile é considerado o país com menos crimes violentos, quando comparados a outros países vizinhos.

2. Argentina

Em 2015 a Argentina recebeu 5,7 milhões de visitantes internacionais, tornando-se o destino turístico mais popular da América do Sul. Entre os principais pontos turísticos estão a montanha do Aconcagua (segunda maior depois do Himalaia), as Cataratas do Iguaçú (lado argentino), a cosmopolita capital Buenos Aires, a região de vinhedos de Mendonza e a Patagônia argentina.

Entre 2015 e 2016 apenas uma morte de turista foi registrada, e a maior preocupação devem ser os furtos, como roubo de bolsas e carteiras.

3. Uruguai

O menor país do continente reúne belas praias e vinhedos, e possui destinos como Punta del Este, Laguna Garzon e Isla de Lobos como principais atrativos.
A maconha é legalizada, mas apenas para cidadãos uruguaios.
Os turistas são avisados para terem cuidado com os crimes de rua em Montevideo, que podem se tornar violentos se a vítima reagir.

4. Peru

Além do sítio arqueológico de Machu Picchu, o Perú reúne outras belezas. Um exemplo é o Cânion Colca, duas vezes mais profundo do que o Grande Cânion americano. Nazca, Puno e Isla Taquille são outros destinos recomendados.

Dos quatro países relacionados é o considerado menos seguro, e precauções são recomendadas, como solicitar taxis apenas no aeroporto e hotel, e evitar áreas próximas às fornteiras com Colômbia e Equador.

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Se você estava prestando atenção, percebeu que o Brasil não aparece na lista, não é?  Infelizmente, nosso país de dimensões continentais não oferece a segurança necessária para as mulheres que desejam visitar lindos pontos turísticos, seja o charme da Serra Gaúcha, seja as belas praias do Rio de Janeiro ou Nordeste. Além dos altos números de homicídios no país, o que também contribui para a má reputação é a possibilidade de contrair Zika durante a viagem.

O Brasil aparece, aliás, na lista dos 10 países mais perigosos para mulheres viajarem. O International Women's Travel Center cita assédio sexual, roubos à mão armada, agitação política, poluição e possibilidade de contrair doenças como alguns dos motivos para a insegurança. Além disso, dados mostram que o número de mortes diárias causadas por crimes no Brasil são maiores do que as registradas na Síria, um país em guerra.

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Para chegar ao ranking final sobre os países mais seguros, o International Women's Travel Center cruza dados turísticos - como os pontos a serem visitados; com o número de turistas mortos no país, especialmente mulheres, sendo que os vencedores não registram mortes nos últimos 16 meses; Além disso, a entidade consulta dados fornecidos pelo World Economic Forum tourism and competitiveness index, pelo Global Peace Index, pela World Tourism Organization e pelo World Map Areas with Zika.

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