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Atitude antirracismo: personagens clássicos infantis ganham um outro significado

RespeitAme por: Taiane Kussler em: 05/10/2017 | 18:00

Chapolim, Pequena Sereia, Pinóquio e outros personagens clássicos do universo infantil. Inspirada nas situações do cotidiano e nos atos de preconceito racial a estudante de Psicologia, Liliane Regini Lemos de Oliveira Moraes, viu através de um projeto humanista e inovador, uma oportunidade de se tornar empreendedora. A gaúcha, natural de Porto Alegre passou a confeccionar bonecas de pano negras das principais histórias dos quadrinhos, do cinema e da televisão. Ao dar 'asas' a sua criatividade e imaginação, ela embarcou de vez nesta ideia e hoje, concilia os estudos com a confecção de brinquedos.

Foto: Faceboock / Tudo & TodasPersonagens clássicos infantis servem de inspiração
Personagens clássicos infantis servem de inspiração

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O projeto intitulado Maraia's Bonecas de Pano, surgiu em homenagem a uma das sobrinhas de Liliane, Maraia, 14 anos, que passou por um episódio de racismo na escola durante a infância. Foi neste momento que a jovem colocou em prática os dons artesanais que aprendeu em um curso de confecção e costura, desde os 13 anos. 

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O trabalho é uma forma que a estudante encontrou para atingir a população negra e revelar a representatividade que elas possuem na sociedade. Uma forma de vencer tabús e preconceitos raciais, que ela vê através dos olhos das crianças que têm acesso aos personagens infantis como Pinóquio, Ariel, a Pequena Sereia, e Boneco de Lata, do Mágico de Oz, entre tantos outros. 

Não há melhor forma de combater o racismo e a discriminação racial senão pela disseminação do amor e do afeto, do sentimento de igualdade desde os primeiros anos de vida, afirmou a estudante à Gaúcha ZH.

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Para acompanhar a criatividade deste trabalho, clique aqui e acesse a página no Faceboock de Maraia's Bonecas de Pano. Conheça já este trabalho!

 

>> Destaque

Liliane está concorrendo ao Troféu Luiza Helena Bairros, da Un iversidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), que, anualmente, premia personalidades e entidades que se destacam na promoção da igualdade racial e fortalecimento das políticas de ações afirmativas. O reconhecimento está trazendo bons frutos, a estudante já tem encomendas para Portugal e mais de 20 modelos agendados para serem entregues em  Brasília.

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