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5 momentos do discurso de despedida de Obama que merecem destaque

Comportamento por: Jéssica Bayer em: 11/01/2017 | 14:00

Barack Obama se emocionou e emocionou milhares de pessoas por todo o mundo com o seu discurso de despedida da Casa Branca. No centro de convenções em Chicago, Obama discursou por mais de 50 minutos para mais de 20 mil americanos e agradeceu por vários momentos as pessoas que estiveram perto do ex-presidente americano durante os oito anos de presidência.

Acompanhado da mulher, a ex-primeira-dama Michelle Obama, e da filha Malia, ele se despediu dos americanos nesta terça-feira, dia 10. A filha caçula do casal Obama, Sasha, não foi a cerimônia porque tinha prova e acabou ficando em Washington DC.

Motivador, emocionante, agradecido. Este foi Obama no seu último discurso. Por isso, nós listamos os 5 momentos especiais da fala do presidente, veja só:

Sobre algumas conquistas de seu mandato:

"Se eu tivesse lhes dito oito anos atrás que a América reverteria uma grande recessão, revigoraria nossa indústria automotiva e daria início à fase mais longa de geração de empregos de nossa história... se eu tivesse dito que abriríamos um capítulo novo com o povo cubano, que fecharíamos o programa iraniano de armas nucleares sem disparar um único tiro e que eliminaríamos o arquiteto do 11 de setembro... se eu tivesse dito que conquistaríamos o casamento entre pessoas do mesmo sexo e que garantiríamos a outros 20 milhões de nossos concidadãos o direito a um plano de saúde -vocês talvez tivessem dito que estávamos querendo demais. Mas foi o que fizemos. Foi o que vocês fizeram. Vocês foram a transformação. Vocês responderam às esperanças das pessoas, e por causa de vocês, segundo praticamente qualquer critério, a América é um lugar melhor e mais forte hoje do que era quando começamos."

Sobre o preconceito:

"Existe uma segunda ameaça à nossa democracia, uma ameaça que é tão velha quanto nosso próprio país. Após minha eleição, falou-se em uma América pós-racial. Por bem-intencionada que fosse, essa visão nunca foi realista. A raça continua a ser uma força poderosa e divisiva em nossa sociedade. Já vivi o suficiente para saber que as relações raciais estão melhores hoje do que eram dez, 20 ou 30 anos atrás - isso é visível não apenas nas estatísticas, mas nas atitudes de jovens americanos de todo o espectro político. Mas não chegamos onde precisamos chegar. Todos nós temos mais trabalho a fazer. Afinal, se todo problema econômico é apresentado como uma luta entre uma classe média branca que trabalha arduamente e minorias que não são merecedoras, então trabalhadores de todas as cores serão relegados a disputar as sobras, enquanto os ricos se retiram ainda mais dentro de seus enclaves privados. Se nos negarmos a investir nos filhos de imigrantes, apenas porque eles não se parecem conosco, prejudicaremos as perspectivas futuras de nossos próprios filhos - porque essas crianças morenas vão representar uma parcela maior da força de trabalho da América. E nossa economia não precisa ser um cálculo em que alguns ganham tudo e outros ficam com nada. [...] Daqui em diante, precisamos respeitar e implementar as leis contra a discriminação - nas contratações, no setor habitacional, na educação e no sistema de justiça criminal. É o que exigem nossa Constituição e nossos ideais mais elevados. Mas as leis não serão o bastante, por si sós. É preciso que os corações mudem. Para que nossa democracia funcione neste país cada vez mais diversificado, é preciso que cada um de nós dê ouvidos ao conselho de um dos grandes personagens da ficção americana, Atticus Finch, que disse: "Você nunca compreende uma pessoa realmente enquanto não considera as coisas desde seu ponto de vista... enquanto não entra em sua pele e caminha nela."

Sobre seus eleitores:

"A fé que depositei todos aqueles anos atrás, não longe daqui, no poder dos americanos comuns de efetuarem mudanças - essa fé foi recompensada de maneiras que eu jamais poderia ter imaginado. Espero que a sua também tenha sido. Alguns de vocês que estão aqui hoje ou que estão assistindo em casa estiveram conosco em 2004, em 2008, em 2012 - e talvez vocês ainda mal acreditem que conseguimos realizar tudo isto."

Sobre a capacidade de gerar mudanças na sociedade:

"Se você está cansado de argumentar com desconhecidos na internet, experimente conversar com um desconhecido na vida real. Se alguma coisa precisa ser consertada, arregace as mangas e organize pessoas para consertá-la. Se você está decepcionado com os políticos que elegeu, agarre uma prancheta, colete algumas assinaturas e candidate-se a um cargo na política, você mesmo. Compareça. Mergulhe fundo. Persevere. Às vezes você vencerá. Às vezes perderá. Supor que há uma reserva enorme de bondade nos outros pode ser um risco, e haverá momentos em que o processo o decepcionará. Mas, para aqueles de nós que tivemos a sorte de fazer parte desse trabalho, de vê-lo de perto, ele pode energizar e inspirar as pessoas, garanto a vocês."

Sobre Michelle e as filhas:

"Michelle - há 25 anos você é não apenas minha mulher e a mãe de minhas filhas, mas também minha melhor amiga. Você assumiu um papel que não tinha pedido e o fez seu, com graça, garra, estilo e bom humor. Você fez da Casa Branca um lugar que pertence a todos. E uma nova geração passou a ter aspirações maiores por ter você como exemplo a seguir. Você me deixou orgulhoso. Deixou o país orgulhoso. [...] Malia e Sasha, sob as circunstâncias mais estranhas possíveis vocês se tornaram duas jovens surpreendentes, inteligentes e lindas, mas, o que é mais importante, gentis, profundas e cheias de paixão. Vocês conviveram tão facilmente com o peso dos anos passados sob os holofotes. De tudo o que eu já fiz em minha vida, o que me dá maior orgulho é ser seu pai."

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