Entenda o que é Paraparesia: doença que causou a morte da socialite Carmen Mayrink da Veiga

Saúde por: Taiane Kussler em: 04/12/2017 | 18:00

Considerada ícone de elegância, Carmen Mayrink da Veiga, morre aos 88 anos de idade, vítima de Paraparesia Espástica Tropical. Há anos a socialite já vinha enfrentando as consequências da doença que afeta o cérebro e compromete os movimentos. Carmen já se locomovia com auxílio de uma cadeira de rodas e foi encontrada morta, em sua residência, no Rio de Janeiro.

Foto: Divulgação / Tudo & TodasMayrink desde jovem era ícone de elegância
Desde jovem, Mayrink Veiga,  era ícone de elegância e empoderamento feminino

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De família tradicional, Carmen era reconhecida pela sociedade por ter participado de desfiles de alta-costura francesa e de ter pousado para um dos grandes pintores, Cândido Portinari. Além de ser ícone no  mundo da moda, a brasileira já foi homenageada pela banda R.E.M, escreveu sua autobiografia e defendeu várias causas sociais  ~ inclusive pelo direito dos cadeirantes ~. Já queo casal estava sempre em evidência na mídia, a revista 'Vanity Fair', em 1981, classificou Mayrink da Veiga como uma das mulheres mais bem vestidas do mundo e a 'Vogue', considerou o casal como mais chique da América do Sul.

O que é paraparesia espástica tropical (PET)?

Consiste em um transtorno demielinizante crônico, que acomete predominantemente a medula espinhal na porção média e distal da coluna torácica. Trata-se de uma moléstia endêmica em diversos locais do mundo, como Japão, África, Caribe e América do Sul. No Brasil, o estado de maior prevalência é a Bahia.

Como o vírus é transmitido?

A transmissão ocorre de diferentes formas, incluindo a transmissão vertical, ou seja, da mãe para o filho, através da via transplacentária ou pela amamentação; pelo contato sexual; pelo compartilhamento de seringas contaminadas e por transfusões de sangue infectado.

Quais são os sintomas da doença

A evolução do quadro da PET é lento e gradativo, com o paciente apresentando sinais de Babinsk, hiperreflexia, dor na região lombar, impotência sexual, diferentes graus de distúrbio esfincterianos e sensitivos, paraparesia espática que leva a diferentes tipos de problemas na marcha e alterações posturais.

Como tratá-lo?

Não há cura para este transtorno. O tratamento desses pacientes com corticosteroides leva a uma considerável melhora do quadro. Outra opção é a plasmaferese, que também resulta em melhora temporária. A fisioterapia tem demonstrado ser uma importante ferramenta para a reabilitação dos pacientes sintomáticos, levando à melhora da espasticidade e da fraqueza causada pela PET.

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