Pela primeira vez, Guarani tem uma mulher como gerente de futebol

Esportes por: Débora Kist em: 09/04/2018 | 10:51

Foto: Débora Kist / Folha do MateExperiência adquirida no Lajeadense e 'bom trânsito' com outros times do Rio Grande do Sul credenciaram Lígia ao cargo
Experiência adquirida no Lajeadense e 'bom trânsito' com outros times do Rio Grande do Sul credenciaram Lígia ao cargo

Estudante de Administração de Empresas, Lígia Franzon Zat, de 31 anos, disse que 'as mulheres ainda vão dominar o planeta'. A brincadeira entre amigas foi revelada à reportagem do Tudo & Todas, que foi conversar com a nova gerente de futebol do Esporte Clube Guarani. É a primeira vez que o clube venâncio-airense tem uma mulher no cargo.

Natural de Arvorezinha, Lígia não chegou ao Edmundo Feix por acaso. Ele foi secretária do Lajeadense nos últimos dois anos e no início deste mês assumiu o posto deixado por Diego Ziegg, que foi para o Novo Hamburgo.
'Sempre gostei de futebol e no fim de 2015, já morando em Lajeado, fui convidada para trabalhar no clube de lá. Como em time de interior falta gente e sempre tem muito trabalho, comecei a ajudar na parte burocrática, como secretária', contou. No Lajeadense, Lígia auxiliava na parte contratual e na logística de jogos. Com o rebaixamento da equipe à Divisão de Acesso em 2016, atuou também nas categorias de base do clube. 'Isso me abriu portas, conheci muitas pessoas e na base dos outros clubes gaúchos todos me conhecem'.

Essa 'cancha' trazida do Lajeadense somada ao bom trânsito com outros times do Rio Grande do Sul chegou ao conhecimento da diretoria do Guarani, que a convidou para trabalhar no clube neste ano. 'Minha surpresa foi saber que assumiria o cargo de gerente, não esperava por isso'. No Guarani, enquanto gerente de futebol, ela é a responsável pelos contratos dos atletas, pela logística deles e de jogos, da documentação de jogadores junto à Federação Gaúcha de Futebol, verificação de cartões e análise de escala de arbitragem. 'Não faço vestiário, mas é um trabalho conjunto à comissão técnica'.

MULHERES E O FUTEBOL
Lígia reconhece que o futebol ainda é um espaço muito masculino e o machismo está presente. 'Particularmente, nunca sofri preconceito, mas às vezes percebo olhares e reações diferentes. Talvez por receio da reação dos homens, muitas mulheres têm medo de assumir certos postos e aí não é exclusividade do futebol. Mas as mulheres têm tomado espaço, estudado e corrido atrás'.

Dentro de campo, a diretora do Guarani revelou que a partir de 2019 haverá futebol feminino no clube. Ainda sem maiores detalhes, o projeto segue em desenvolvimento.

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