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Liberte-se! Uma visão sobre a sororidade feminina

RespeitAme por: Rita Ellert em: 29/07/2017 | 20:00

Escrever é uma terapia, assim como ler.

Esse é o propósito do presente espaço, falar sobre comportamento feminino. Muito mais que expressar opinião autoral, é sobre compartilhar, refletir, transmitir.

Eu sou Rita Carolina, advogada, vegetariana, etc, mas conceitos não me definem. Não te define também, não é mesmo? Sou um sem fim de sentimentos que não se contabilizam, se vive. Além disso, sou você e me integralizo com as suas experiências de vida.

E assim, inicio falando sobre sororidade.

Termo utilizado para definir o sentimento entre mulheres, de empatia, com menos julgamentos, mais aceitação. Ações realizadas para destruir a mentalidade e a cultura misógina, lutando por mais solidariedade entre as mulheres.

Foto: Divulgação / Tudo & TodasO conceito de sororidade ajuda a descontruir a competição entre mulheres
O conceito de sororidade ajuda a desconstruir a noção de competição entre mulheres

O contraponto da sororidade é o julgamento presente na sociedade, até mesmo na definição do que é mulher.

Partindo dessa premissa, o universo feminino não se restringe a limitação do que é ser mulher.

Numa visão cosmopolita, mulher é um estado de espírito, que não se abrevia. Por isso, incluo no termo mulher, as pans, as transexuais, as lésbicas, as que não possuem útero, todas com feminilidade. Nós amamos, sem estereótipos. E, parafraseando Tati Bernardes, temos medos bobos e coragens absurdas.

Liberte-se dos preconceitos para aceitar a mulher noutra pessoa. Em você.

Liberte-se para ter menos cobranças com você, com as demais.

Liberte-se do peso e assuma a leveza de ser quem tu és.

A magia de ser mulher é viver sem essas amarras e jaulas impostas no cotidiano.

E se sororidade é irmandade, também é proteção.

Por isso, em meio de tanta violência e feminicídio no país, devemos nos proteger e lembrar nossos direitos.

Se você ou qualquer outra mulher sofrer uma violência física, ameaça verbal ou psicológica, procure a Delegacia ou algum posto de atendimento à mulher, pois a lei Maria da Penha garante proteção e distanciamento do ofensor.

Ainda não se sentiu representada? Da mesma forma, mulheres trans, lésbicas, etc, possuem direito a integridade física e moral. Procure a Delegacia de Polícia ou a Comissão de

Diversidade Sexual e Gênero da OAB de Venâncio Aires para esclarecimentos e apoio.

Calar é permitir que o sofrimento perpetue.

Liberte-se! Vamos juntas?

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