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Mãe desnecessária

Comportamento por: Daiana Nervo em: 23/04/2018 | 19:00

Dias desses eu li um artigo que mexeu comigo e me fez pensar nele por mais tempo do que normalmente dedico aos textos que eu gosto. O título era 'Mãe Desnecessária' e só por isso já me chamou atenção para lê-lo. Afinal, como alguém é capaz de escrever isso? As mães são sempre necessárias e fundamentais. Quem escreveu essa bobagem aí? Precipitei-me. Então, ao longo do texto, fui entendendo as razões da autora e, inacreditavelmente, concordando com ela.

Basicamente, o artigo defendia que a boa mãe é aquela que vai se tornando desnecessária aos filhos ao longo do tempo. Que dá espaço para o crescimento deles sem forçar uma onipresença.

Foto: Arquivo pessoal / Tudo & TodasJoão Victor aprendendo a pescar
João Victor aprendendo a pescar

Sempre achei 'patéticas' mulheres que se comportam como 'amigas' dos seus filhos. Que sofrem na hora de discordar ou sentem-se rejeitadas após uma briga com uma criança. O papel da mãe não é substituir os amigos dos filhos, mas educar e orientar os caminhos. Ser a adulta da relação.

Outro erro comum de mães superprotetoras é achar que sempre sabem o que é melhor para os seus filhos. Sem perceber, elas opinam em tudo e acabam sempre fazendo as escolhas por seus filhos, criando crianças e jovens inseguros, imaturos e frustrados.

Entendi que tornar-se desnecessária para os filhos não significa deixar de existir aquele amor incondicional de mãe. Mas é não deixar que esse amor se torne uma dependência, um vício, uma prisão para os dois. Tornar-se desnecessária é ensinar o filho e deixar que ele faça sozinho. É permitir que ele aprenda, erre e acerte. Que se torne pronto para fazer suas próprias escolhas, viva suas próprias experiências.

O amor é um processo de libertação permanente. Devemos criar filhos para terem suas próprias asas. É egoísmo querer que estejam ao nosso lado para sempre. Mães que amam com liberdade são sempre portos-seguros. São braços onde os filhos sabem que podem voltar, estejam eles certos ou errados, pois não depositamos expectativas de serem vencedores incondicionais. Nossa expectativa é que sejam felizes com suas escolhas. Só isso.

Criar filhos para serem livres é um grande desafio. Mas é também, a maior prova de amor.

Por fim, gostaria de terminar com um pensamento daquele texto original que resume também minhas reflexões sobre ele. 'Dê a quem você ama ASAS para voar... RAÍZES para voltar... MOTIVOS para ficar'

 

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