Mães e filhos precisam aprender a lidar com as frustrações

Comportamento por: Daiana Nervo em: 07/08/2017 | 20:00

Hoje resolvi falar de um momento que estou vivendo com o meu filho João, de 5 anos. No condomínio onde moramos, ele sempre preferiu brincar com os meninos mais velhos e, ultimamente, tem sofrido com a rejeição desses pré-adolescentes. Aliás, não sei se ele ou eu é quem sofre mais.

A verdade é que, depois de uma dor tremenda por ter sido excluído da brincadeira ou não jogar o mesmo tempo no play, o João logo se recompõe, esquece tudo e volta a brincar. A mãe aqui não. Eu sofro e brigo comigo mesma para não torcer o nariz para o 'menino-mau' ou ensinar bobagens para o meu filho, do tipo 'da próxima vez tu também não deixa ele brincar nos teus brinquedos'.

Foto: Arquivo Pessoal / Tudo & TodasDaiana acredita que com cinco anos, João tem capacidade de resolver seus próprios problemas pessoais com outros colegas e que o convívio com as frustrações podem trazer o amadurecimento
Com 5 anos, João tem capacidade de resolver seus próprios problemas pessoais com os outros colegas. Que as frustrações possam lhe trazer o amadurecimento

É tão difícil assistir um filho passar por frustrações, né? Especialmente quando nós, adultos, na maioria das vezes, também temos essa dificuldade. Quem não fica arrasada com a traição de uma amiga? Quem nunca teve vontade de gritar ao ver que não foi convidada para a festa? Kkk

Estive pensando nesse assunto e uma conclusão me conforta:

É com as frustrações que a gente cresce... com elas nos tornamos mais fortes - adultos ou crianças.

Isso mesmo, foram as coisas que eu não ganhei que me trouxeram os melhores ensinamentos. As quedas, as decepções nos fazem amadurecer e nos deixam mais alertas.

Hoje, quando meu filho estava indo brincar com os mesmos meninos 'amigões' do condomínio, assisti aquele causador de todo o choro e toda a dor da noite anterior 'pedir desculpas por ontem'. Dá para acreditar? Claro que eu chorei escondida de felicidade e agradeci não ter mandado um whats para a mãe dele. Já estava tudo resolvido e os dois mais amigos do que nunca com aquela declaração.

Em tempos de joguinhos e televisão para 'acalmar as crianças', de relacionamentos por aplicativos onde escondemos sentimentos e evitamos frustrações, a minha dica para as mães é:

...permita que o seu filho viva, permita que ele sofra, que ele perca e aprenda sozinho com os seus erros.

Errar é aprendizagem. Não podemos criar filhos com elogios e presentes. Não se cria uma pessoa completa assim. Amar é aceitar. Para hoje aceite que o seu filho erra e que os outros também vão errar com ele... E o melhor ensinamento do dia: Não se meta em brigas de criança... elas sempre passam!

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