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Miss Universo: Peru impacta ao falar sobre violência contra mulheres

RespeitAme por: Thalia Schulz em: 31/10/2017 | 17:00

Foto: Divulgação / Tudo e Todasp

 

No domingo, 29 de outubro, no Teatro Municipal de Lima foi eleita a representante do Peru para o Miss Universo. O concurso chamou a atenção do mundo ao falar sobe a realidade vivida pelas mulheres no Peru, onde muitas mulheres são mortas ou passam por diferentes tipos de agressão. A coordenação nacional levou ao evento o tema: violência contra mulheres e, ao longo do concurso as candidatas que buscavam a coroa de Miss Peru revelaram dados assustadores sobre a violência de gênero.

Foram 23 candidatas que no momento de exporem quais seriam as suas medidas (momento tradicional no concurso), falaram dados sobre a violência, feminicidio e abuso contra as mulheres em sua sociedade.

 

Revivamos momentos de la final. #MissPeru2018

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Meu nome é Camila Canicoba e sou representante de Lima. Minhas medidas são: 2.202 casos de feminicídio foram registrados nos últimos nove anos no meu país.

Meu nome é Juana Acevedo e minhas medidas são: mais de 70% das mulheres do nosso país são vítimas de assédio nas ruas.'

Meu nome é Luciana Fernández e represento a cidade de Huánuco, e minhas medidas são: 13 mil meninas sofrem abuso sexual no nosso país.'

Meu nome é Melina Machuca, represento Cajamarca e minhas medidas são: mais de 80% das mulheres da minha cidade são vítimas de violência.'

Almendra Marroquín aqui. Eu represento Cañete e minhas medidas são: mais de 25% das meninas e adolescentes sofrem abuso em suas as escolas.'

Meu nome é Bélgica Guerra e represento Chincha. Minhas medidas são: as 65% das universitárias que são agredidas por seus parceiros.'

Em 2016, no Peru foram registrados 124 feminicídios e 258 tentativas de assassinato segundo os dados do Ministério das Mulheres e Populações Vulneráveis do país. Segundo a coordenadora e ex-miss, Jessica Newton, a decisão de falar sobre o assunto nesta edição veio para ajudar a empoderar as mulheres. Jessica defendeu, ainda, o tradicional desfile de biquíni (que mostrou capas e matérias de jornais e revistas com o tema) e trouxe uma outra forma de olhar para ele, vendo ali a oportunidade de reafirmar que a mulher precisar ser respeitada indiferente das roupas que veste.

As mulheres podem sair por aí peladas se elas quiserem. Peladas. É uma decisão pessoal. Se eu andar na rua de biquíni eu continuarei sendo uma mulher tão decente quanto se eu estivesse usando um vestido longo.'

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Muitos internautas apoiaram a iniciativa e destacaram a importância de falar sobre o assunto.






#MisMedidasSon 

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