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Mudança de comportamento: os jovens no mercado de trabalho

Comportamento por: Taiane Kussler em: 17/07/2018 | 19:00

A nova geração tem passado por mudanças transformadoras no decorrer dos tempos em relação à inserção no mercado de trabalho. Com um perfil dinâmico, determinado e autoconfiante, os jovens estão mais abertos a novos desafios, diferentes propostas de trabalho e preparados para 'encarar' as experiências profissionais. Mesmo assim, a grande maioria ainda encontra incertezas quanto à profissão que pretende seguir. Em alguns casos, a decisão traz insegurança devido a falta de autocinhecimento e maturidade, no compromisso de fazer uma escolha importante que fará toda a diferença no futuro.

Para auxiliá-lo nesta decisão, a psicologia dispõe de alguns métodos ao fazer uma análise do perfil, preferências e histórico familiar, na tentativa de definir qual é a área de atuação que está mais voltada as expectativas profissionais do candidato. Porém, a complexidade do tema, traz algumas dúvidas. Afinal, qual é a diferença entre Orientação Profissional e Orientação Vocacional? De acordo com a psicóloga Adriana Oswald, a orientação profissional é mais abrangente do que a orientação vocacional. 

Na minha percepção a orientação vocacional tem como principal finalidade a aplicação de testes psicológicos para mapear perfis e profissões compatíveis. Já a orientação profissional engloba a aplicação de testagens psicológicas, bem como outros recursos para auxiliar o sujeito no autoconhecimento, conhecimento da realidade profissional, independência para a escolha, entre outros.

Com base neste pensamento é possível observar que, a orientação profissional vai além, ao abranger um maior número de ferramentas e técnicas que visam auxiliar na avaliação de habilidades, interesses e entre outros aspectos importantes para a tomada de decisão profissional. 

Após alguns testes, algumas pessoas, principalmente os jovens, têm se deparado com as dúvidas. Para isso, ela acredita que é necessário aprofundar ainda mais o conhecimento na respectiva área para evitar o arrependimento em relação à escolha e as possíveis frustrações no decorrer do trabalho diário. Segundo a psicóloga é preciso ler sobre profissões, refletir sobre gostos e interesses, conversar com profissionais do mercado de trabalho para ter acesso a informações sobre o cotidiano da profissão, conversar com a família e se for necessário buscar ajuda profissional. Mesmo assim, ela acrescenta que, a dúvida faz parte do processo e ela pode auxiliar para tomada de decisão mais consciente.

A dúvida deve ser encarada como uma necessidade de fazer algo, conversar com alguém, avaliar melhor, esclarecer. É natural que algumas pessoas se sintam mais inseguras do que outras, afinal de contas escolher um caminho profissional é uma decisão importante para a maior parte das pessoas.

Além das dúvidas frequentes, as frustrações também podem ganhar espaço, principalmente quando a profissão não atende às expectativas de trabalho. O ideal é saber conviver com as situações ao encontrar possibilidades para contortar os problemas, que vão estar presentes no dia a dia, independentemente da área de atuação. "Todos os empregos têm suas partes boas e outras nem tão boas assim, e precisamos aprender a lidar com isso. É uma questão com muitas possibilidades de reflexão".

Apesar da capacidade de iniciativa dos jovens, que estão dispostos a 'buscar' experiências novas no mercado de trabalho, há também uma mudança de comportamento em relação às antigas gerações. Conforme Adriana, a geração de hoje tem onde se 'apoiar'.

Existe algo que sustenta essa possibilidade de trocar de emprego e de curso. Nas gerações anteriores o grau de tolerância a frustração era maior, afinal já vinham acostumados com o fato de que as coisas muitas vezes não eram como eles queriam.  Atualmente, observamos muitos pais com dificuldade de lidar com as frustrações dos filhos. Penso que o atual comportamento dos jovens no mercado de trabalho e diante da escolha profissional tem a ver com isso também. Há pouca tolerância para aquilo que não gera satisfação imediata.

Em relação a este comportamento dos pais, a psicóloga salienta que não julga errada esta decisão, que normalmente é cercada de boas intenções, porque na maioria das vezes, os pais agem desta forma pois fazem aquilo que gostariam que tivesse sido feito para eles. 

Acredito que cada experiência que vivenciamos nos auxilia na compreensão de nós mesmos, do que queremos e do que buscamos. Nossa vida é repleta de frustrações e precisamos aprender a lidar com elas. Elas podem ser uma grande fonte de aprendizado, de amadurecimento e de novas possibilidades.

Por algum motivo, algumas pessoas têm buscado novas possibilidades ao mudar de área de atuação e se reiventar na profissão. A experiência também é uma aliada nesta transformação de pensamento e pode auxiliar na decisão, ao partir para uma nova fase em busca de diferentes objetivos. Independentemente do tempo de atuação no mercado de trabalho, algumas pessoas mudam de profissão ou almejam novos projetos, ao sentir que é o momento para assumir diferentes cargos ou investir em um negócio próprio.

Há vários motivos para mudar de profissão, muitas vezes podem estar associados à frustrações com relação à expectativa que tinham que não se concretizou, oportunidades do mercado, mudanças significativas de vida que alteram a forma de pensar ou o propósito de vida.

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