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Outubro Rosa: prevenção é o melhor método no combate ao câncer de mama

Saúde por: Taiane Kussler em: 04/10/2017 | 13:00

Um dos tumores mais temidos pelas mulheres, o câncer de mama é o responsável por quase 30% dos casos novos da doença. A estimativa do Instituto Nacional de Câncer para 2016 era de quase 60 mil ocorrências com, aproximadamente, 15 mil mortes naquele ano. Uma realidade que preocupa as mulheres como um todo, até mesmo aquelas que não estão no grupo de risco e que podem ser vítimas da doença.

Para evitar que as consequências não se tornem ainda mais sérias, o mês do outubro rosa surgiu com o objetivo de conscientizar as mulheres da importância dos exames de rastreamento para o diagnóstico precoce dos tumores de mama, o que permite um tratamento com mais eficácia e possibilidade de cura. Durante este período, várias ações são programadas para campanhas contra a doença, ao mobilizar as pessoas como um todo para manterem mais atenção à saúde física.

 

Tipos diferentes de câncer

De acordo com a Ong Instituto Oncoguia, Câncer é o nome genérico para um grupo de mais de 200 doenças. Embora existam muitos tipos de câncer, todos começam devido ao crescimento e multiplicação anormal e descontrolado das células. A enfermidade também é conhecida como neoplasia. De acordo com José Antonio Marques, ginecologista, ex-vice-presidente e membro da Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo (SOGESP), a prevenção é importante para encontrar a possibilidade de cura.

É preciso lembrar que existem vários tipos diferentes de câncer, sendo que alguns têm um crescimento mais rápido e agressivo, mas a maioria tem uma evolução que possibilita um tratamento eficiente, desde que detectados em tempo hábil', afirma.

Fatores de risco

Algumas pessoas têm uma maior probabilidade de adquirir a doença em relação às outras. Há vários fatores de risco entre eles, as mulheres com idade entre 50 e 70 anos, quem começou a usar precocemente anticoncepcional oral, aquelas sem filhos ou que tiveram após os 30, as que menstruaram cedo, quem faz uso de terapia de reposição hormonal na menopausa, com parentes de primeiro grau com câncer de mama antes dos 45 e as obesas são as que têm mais probabilidades de desenvolver a doença.

Por isso, que a descoberta precoce pode contribuir para um tratamento mais eficaz. Pensando neste caso, Marques ressalta a importância da realização da mamografia e do exame clínico das mamas anualmente. O especialista destaca que em países e regiões onde o acesso aos exames realizados por profissionais é feito regularmente, o autoexame não tem demonstrado uma diminuição na mortalidade.

Porém, o autoexame também é um método aconselhado pelos médicos para que as mulheres obtenham conhecimento do próprio corpo. Uma maneira que tem contribuído na descoberta dos casos. De acordo com o médico, no Brasil, a maioria dos casos é descoberta através deste procedimento.

Opções de tratamento

Há várias formas de tratamento que devem variar de acordo com a intensidade do tumor. Segundo o especialista, o tratamento cirúrgico é a etapa inicial. A retirada da totalidade da mama  (mastectomia) é, hoje, uma opção para tumores maiores que 2,5 cm, e a retirada de parte da mama (quadrantectomia) seguida por radioterapia é a escolha para tumores pequenos, assim como a retirada de todos os linfonodos da axila, que está sendo substituída pela retirada de um deles chamado de sentinela, o primeiro a ser atingido quando o tumor se expande para além da mama. A quimioterapia é indicada para casos de alto risco de metástases.

Alguns tratamentos são mais agressivos e podem causar complicações no corpo da mulher, principalmente os mais mutiladores seguidos de radioterapia. Já quimioterapia promove complicações temporárias e podem ser amenizadas.

Um dos tipos de hormonioterapia pode levar à formação de tromboses e coágulo, e outro à osteoporose.

A mastectomia, também pode trazer consequências pois está relacionada ao órgão sexual feminino. O tratamento pode acarretar disfunções no relacionamento do casal, portanto o apoio psicológico também é importante para saber encarar a situação. Além disso, terapeutas especializados podem contribuir com pacientes que tenham que conviver com sequelas do tratamento.

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