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Pediatra alerta: tecnologia deve ser evitada até a criança completar 2 anos

Comportamento por: Rosana Wessling em: 04/04/2019 | 20:00

Em casa, na rua, em eventos familiares, com amigos ou até no restaurante. Os aparelhos tecnológicos e a internet passaram a fazer parte do cotidiano e têm mudado a rotina de muita gente. Se o excesso de uso é prejudicial a qualquer pessoa, imagina para as crianças. É extremamente necessária a atenção e a responsabilidade dos pais e responsáveis para os limites e cuidados na hora de usar os aparelhinhos.

De acordo com a médica pediatra Fernanda Sousa de Almeida, 45 anos, o ideal, segundo pesquisas no ramo pediátrico, é que as crianças de até 2 anos não tenham contato constante com celulares, tablets e computadores. Após esse período, o uso deve ser limitado.

Foto: Divulgação / DivulgaçãoO uso excessivo de smartphone pode causar desde dor de cabeça, insônia e ansiedade, passando por manchas na pele e incômodo nos polegares
O uso excessivo de smartphone pode causar desde dor de cabeça, insônia e ansiedade, passando por manchas na pele e incômodo nos polegares

Fernanda explica que a criança que usa a tecnologia de forma irrestrita acaba não tendo um convívio com as pessoas da própria família. 'Um dos grandes perigos é usar o celular como um calmante para os filhos. Qual o problema da criança chorar? Não precisamos acalmar a criança com a tecnologia.'

Para a pediatra, a criança precisa de estímulos diferentes como jogos de montar, tinta, massinha de modelar, entre tantas atividade lúdicas que estimulam a linguagem e motricidade. 'Cabe aos pais fiscalizar e limitar o horário dos filhos com a tecnologia. E quando isso acontece é fundamental a família participar, delimitar aquele tempo e juntos assistirem a um filme.'

Foto: Rosana Wessling / Folha do MateFernanda salienta que o uso da tecnologia não pode ser para acalmar o bebê
Fernanda salienta que o uso da tecnologia não pode ser para acalmar o bebê


Outra dica fundamental, segundo Fernanda, é saber distribuir o tempo, elencar tarefas, horários para as atividades e ter momentos para se 'desligar' e incentivar os filhos a partilharem destes momentos. A pediatra aconselha utilizar a tecnologia no lado positivo. 'Tem programas para o público infantil como desenhos, filmes que ensinam. Não podemos deixar que a criança seja educada pelo computador, precisamos saber o que as crianças assistem, porque infelizmente um vídeo 'puxa' o outro.'

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