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Personalidade do ano: mulheres viram capa de revista ao denunciar assédio sexual

Comportamento por: Taiane Kussler em: 06/12/2017 | 18:00

De lavradora à celebridade. Independente da área profissional em que atuam, elas defendem a mesma causa. Cinco mulheres vítimas de assédio viraram capa de revista na última edição da Time, na divulgação do título 'Personalidade do Ano'. Desta vez, a proposta da revista foi destacar na página principal a atitude de determinação e coragem das mulheresque expuseram o 'traumático momento' através da campanha #Metoo (hashtag 'eu também'). As vítimas mobilizaram outras pessoas através das redes sociais, e com isso, receberam o título de personalidades, ao ganharem destaque na primeira página da revista americana.

 

Foto: Divulgação / Tudo & TodasCinco mulheres empoderadas simbolizam a campanha contra o abuso sexual
Cinco mulheres empoderadas simbolizam a campanha contra o assédio sexual

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As mulheres viraram personalidades na mídia impressa, devido a ação que desenvolveram, ao  mobilizarem o mundo. Independente da sua posição social, elas possuem muitas semelhanças e já passaram por situações constrangedoras, algumas vezes, apenas por serem mulheres. O sexo feminino ainda representa a maioria de vítimas por assédio sexual, por isso, este tema tem ganhado repercussão na mídia.

As personalidades de iniciativa que estão estampadas na primeira página da revista, servem de exemplo para que pessoas que também já tenham sofrido abuso sexual, tenham coragem de se expor para denunciar este crime. Cinco mulheres foram escolhidas para simbolizar as idealizadoras da campanha, entre elas, a atriz Ashley Judd, primeira a denunciar Weinstein, a cantora Taylor Swift, a lavradora Isabel Pascual (pseudônimo), a lobista Adama Iwu e a ex-engenheira do Uber.

Depois de ter rompido o silêncio dos problemas que as atormentavam, as mulheres foram chamadas de 'silence breakers', pois foram as vozes que lançaram o movimento contra o assédio sexual. Depois desta iniciativa empoderada das vítimas, muitas pessoas apoiaram a causa nas redes sociais e disseminaram a campanha em diferentes lugares do mundo. Segundo o editor-chefe Edward Felsenthal, em entrevista ao UOL.com, a hashtag #MeToo já foi usada milhões de vezes em pelo menos 85 países. Isto demonstra que as mulheres não vão ficar caladas ao aceitarem o inaceitável. Elas merecem respeito e estão mobilizadas a enfrentar o problema de frente ao expor a verdade, para que o agressor seja punido de acordo com a lei.

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