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Polêmica: conflitos entre equipes do MasterChef mostram que brasileiro não possui espírito de competitividade

Comportamento por: Taiane Kussler em: 19/04/2017 | 14:30

Para ganhar o título de MasterChef Brasil, não basta ser um cozinheiro de 'mão cheia', é preciso ter espírito de liderança e ter equilíbrio emocional ao realizar o trabalho em grupo.

Porém, este pode ser o maior desafio para os participantes, que em função de uma cultura brasileira que condena a competitividade, não sabem discernir que as críticas que ocorrem entre os colegas podem ser construtivas, que o grupo em si deve aceitar opiniões porque juntos, buscam atingir os mesmos objetivos e que o trabalho em equipe pode ser tornar prazeroso se houver respeito e tolerância.

Muitas pessoas não possuem este espírito de competição e passam a julgar os outros pelo seu comportamento. Neste caso, sempre vai ocorrer o egocentrismo e o sentimento que apenas um é o melhor do grupo.

 

O participante Leonardo é um exemplo disso, ele geralmente estuda os pratos antes de elaborá-los para não obter margem de erro, já que, um simples detalhe pode ser a gota d'água para o insucesso e a desclassificação no talent show gastronômico. Mas, alguns colegas, julgam ele de outra forma, e não consideram que este planejamento esteja dentro dos criérios da competição.

Para Douglas, um dos seus adversários, ao adotar este critério ele não está demonstrando sabedoria e criatividade na cozinha, pois copia o preparo dos pratos antes de entrar em ação e desta forma, não coloca a personalidade ao cozinhar.

Leonardo não cozinha com a alma, salienta Douglas.


Alguns seguidores do Twitter também criticam a postura do participante Leonardo, e salientam que ele é arrogante e presunçoso; outros acreditam que rolou uma inveja dos demais adversários.

Douglas demosntrou o que pensa quando teve que falar do rival, mas acredita que foi mal interpretado pelo público, que após este argumento, construiu uma imagem negativa dele no jogo.

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Uma outra participante que está tendo dificuldades para trabalhar em equipe é a Mirian. Durante as atividades, ela mostra ter domínio na cozinha pela sua experiência e, algumas vezes, parece não aceitar críticas vindas dos colegas do grupo, mesmo sendo construtivas. 

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A atitude da capitã Debora também foi criticada por algumas pessoas. Ela teve o poder de decidir quem deveria subir ao mezanino e ficar com imunidade para o próximo episódio do programa. Já que, ela achou que desempenhou muito bem a função como líder do grupo e provou ter cumprido todos as etapas com precisão ao apresentar o cardápio para os 200 convidados, Debora optou pela imunização de si mesma. Mas, os brasileiros não entenderam esta postura da cozinheira, para alguns, o líder deve dar o exemplo e se sacrificar pelo restante da equipe, isto que é a demonstração correta de um representante.

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Mas, não foram só os participantes da competição que receberam críticas através de hastags no Twitter, a chef Paola Carosella também foi alvo de polêmica. Os seguidores acreditam que ela está mais severa nesta edição, ao avaliar os pratos. Alguns acreditam que o comportamento da jurada revela desrespeito e falta de educação ao próximo. Porém, ela está assumindo o papel de julgar o que é certo e errado, e esta é a proposta utilizada no talent show gastronômico. O programa tem o objetivo de 'abrir os olhos' dos competidores, que devem estar literalmente preparados para todo e qualquer desafio, o psicológico deve estar em equilíbrio para que no futuro, eles não venham se surpreender com os desafios que surgirem no caminho, principalmente quando estiverem inseridos no mercado de trabalho.


E você? Concorda com a postura dos participantes?

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