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Relato de viagem: o dia em que conheci a Islândia

Viagem por: Camila Becker em: 09/09/2017 | 10:00

Por ser um dos países mais isolados do mundo, muitas pessoas ouviram falar da Islândia pela primeira vez em 2010, quando o vulcão de Eyjafjallajökull entrou em erupção causando uma paralisação generalizada do transporte aéreo europeu, afetando milhares de voos e causando uma espécie de efeito dominó em todo o mundo.

Curiosa para saber o que acontece na terra dos elfos, resolvi ir com um amigo visitar a ilha. Nosso principal objetivo era ver a Aurora Boreal. Encontramos muito mais do que isso! A Islândia é um país com não mais de 300 mil habitantes que fica entre a Europa e a Groenlândia, já próximo ao Circulo Polar Ártico.

Foto: Arquivo Pessoal / Tudo & Todasvista do topo da igreja central de Reykjavik
Vista do topo da igreja central de Reykjavik

Um fato curioso é que lá, quase todo mundo divide a mesma árvore genealógica. Em uma rápida conversa com locais, descobrimos que existem aplicativos que mostram se um casal possui algum parentesco um com o outro, impedindo que certos relacionamentos aconteçam.

A natureza lá é quase de outro mundo, você encontra alguns dos maiores e mais ativos vulcões do planeta, a maior geleira da Europa, icebergs, gêisers, praias de areia preta, campos de lava e piscinas geotermais. Por ser um país tão diverso e de natureza tão exuberante, dá pra entender por que os elfos fazem parte da sua mitologia e alguns habitantes acreditam na sua existência até os dias de hoje.

A série Game of Thrones também contou com paisagens da Islândia para gravar cenas "além da muralha de gelo".

Foto: Arquivo Pessoal / Tudo & Todasfoto no intervalo entre erupções dos geisers com montanhas ao fundo
Foto feita no intervalo entre erupções dos gêisers com montanhas ao fundo

A primeira atração que visitamos foram as piscinas de águas geotermais, uma grande lagoa rica em minerais com um tom azulado chamada de Blue Lagoon. Um Spa a céu aberto onde você pode se banhar em águas extremamente quentes enquanto a temperatura ambiente está congelante, e de quebra ter uma vista maravilhosa das montanhas nevadas. E tudo isso enquanto passa uma máscara de sílica no rosto como tratamento estético.

Além da natureza, a Islândia também é conhecida pela vida noturna. Eu e meu amigo aproveitamos todas as noites para sair e acabamos encontrando praticamente as mesmas pessoas noite após noite. O fato de os locais serem muito simpáticos e receptivos com outras culturas nos fez conhecer bastante gente.

A vida na cidade de Reykjavík é extremamente cara até para padrões europeus. O preço de um copo (meio litro) de cerveja pode chegar a custar em torno de R$ 30, enquanto em outros lugares da Europa, como Paris, por exemplo, a mesma medida custaria R$ 15.

Foto: Arquivo Pessoal / Tudo & Todaseu na Blue Lagoon
Na Blue Lagoon

Nesta ilha os dias são longuíssimos no verão e as noites intermináveis no inverno. Em junho, o sol se põe após a meia-noite e nasce logo depois, às 3 da manhã, o que chamamos de sol da meia noite. Como visitamos a Islândia na época próxima ao Natal, ou seja, no inverno no hemisfério norte, o sol nascia pelas 11h da manhã e em torno de 4h da tarde começava a escurecer, o que nos dava em torno de 5 horas de sol para aproveitar as atrações da cidade de Reykjavík.

O tempo permaneceu fechado durante os dias que lá passamos, então voltamos pra casa sem ter visto a Aurora Boreal, mas sem nenhum arrependimento e tendo uma ótima desculpa para voltar.

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