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Viviane Schwinn conta experiência como Aupair na Alemanha

Viagem por: Ana Carolina Becker em: 17/09/2018 | 18:30

A maioria dos jovens carrega consigo o sonho de morar em algum país da Europa ou da América. Isso não foi diferente para a venâncio-airense, Viviane Schwinn, 21 anos, que desde fevereiro realiza esse sonho e mora em Nuremberg, na Alemanha.

Foto: Arquivo Pessoal / Tudo&TodasViviane no Schöner Brunnen, fonte do século XIV localizada no principal mercado de Nuremberg
Viviane no Schöner Brunnen, fonte do século XIV localizada no principal mercado de Nuremberg

A jovem, estudante de Relações Internacionais, conta que sempre teve vontade de morar no país alemão, viajar pela Europa e viver o dia a dia de um cidadão europeu. Como para a graduação que escolheu cursar é fundamental conhecer outras realidades e culturas, acabou escolhendo o programa Aupair para que fosse possível encaixar a vontade de aperfeiçoar o alemão e viajar pelo continente.

Mesmo que muitos dos moradores do Brasil sejam descendentes de alemães, muito da cultura foi recebendo a imersão de outras e acabou sendo modificada. Uma das principais dificuldades, segundo Viviane, é se acostumar com a comida local e não estar junto à família aos finais de semana.

Foto: Arquivo Pessoal / Tudo&TodasViviane mora em Nuremberg desde fevereiro e está no país pelo programa Aupair
Viviane mora em Nuremberg desde fevereiro e está no país pelo programa Aupair

Rotina
Desde que se mudou, em fevereiro, Viviane relata que busca sempre sair de casa e encontrar gente. Além de ir à academia e, quando possível, conhecer novas cidades. 'Estando entretida, tento esquecer um pouco a saudade da família e dos amigos e as coisas que aqui me fazem falta', afirma. Só quem mora fora do país sabe a saudade e a falta que a família fazem, por isso a importância de se manter ocupado sempre, seja estudando, trabalhando ou viajando. A venâncio-airense salienta que o principal objetivo para esse ano é adquirir fluência na Língua Alemã, ' mas também pratico muito o inglês, por exemplo quando vou para os outros países da Europa e com gente aqui que não fala Alemão'.

Desde que chegou na Alemanha, fequenta cursos de alemão todos os dias pela manhã, de segunda a quinta-feira. 'Mesmo eu já tendo feito diversos cursos de Alemão, procuro me aperfeiçoar e praticar o máximo possível. Nesses momentos, falar português pode ser um desafio quando se objetiva aprender a Língua local, visto que a gente sempre acaba se aproximando mais das pessoas que são do mesmo país de origem que a gente', explica.

Encontrar gente do Brasil nos faz sentir um pouco mais em casa, em função do Português

De acordo com ela, não conhece nenhum gaúcho na cidade em que vive, mas sim outros brasileiros. Para Viviane, essa é uma oportunidade, também, de conhecer mais sobre o Brasil sem viajar por ele, além de fazer com que existe uma valorização por ser brasileiro. 'Eu, como muita gente, dizia muito ter o 'orgulho de ser gaúcho', mas não brasileiro. Esse ponto de vista também mudei esse ano, principalmente na época da Copa, quando todos Brasileiros se reuníam em um determinado local da cidade de Nuremberg para ver os jogos', relata.

Curiosidade sobre a alimentação
Desde que mudou-se para Nuremberg, Viviane precisou mudar os hábitos alimentarem porque os alemães não almoçam. 'Às vezes é normal ter duas refeições bem reforçadas no dia, jantam 6 da tarde e usam a janta como refeição principal', destaca. É comum encontrar muito dos pratos a base de línguiça - já que existem muitas variedades -, além de diferentes tipos de 'schmier', pão e cerveja.

Foto: Arquivo Pessoal / Tudo&TodasUm dos pratos na Alemanha é o de linguiça com xucrute
Um dos pratos na Alemanha é o de linguiça com xucrute

Financeiro
Quem quer viajar, precisa planejar. Esse é um método utilizado por muitos dos que já viajam e dos futuros viajantes. Dispensar algo que nem precisa tanto para economizar. A estudante de Relações Internacionais, conta que se não se tem um trabalho o custo de vida pode se tornar muito alto. Como tinha em mente viajar para muitos lugares, poupou e vive também com o pocket money de Aupair.

Além disso, Viviane possui descontos em museus por ser estudante, mesmo que esteja com a faculdade trancada aqui no Brasil (ela pretende retomar no próximo ano).

Você pretende voltar a Venâncio? O que mais te chamou atenção? Fale um pouco das tuas experiências em outro país?
Após o programa de Aupair, voltarei à Venâncio Aires. Acho que apenas voltando a gente percebe as diferenças de um lugar para o outro, mas não excluo a possibilidade de voltar para cá daqui a alguns anos. Gosto do clima de cidade grande europeu, das tantas possibilidades de transporte público, das alternativas de lazer. O pessoal também anda muito de bicicleta, como para ir ao trabalho ou ao supermercado. O pai da família onde moro aqui, por exemplo, é médico e vai ao trabalho de bicicleta. É um transporte que não exige classe social para fazer o uso. Inclusive, entre alemães, principalmente, todos conversam entre si sem discriminação de classes sociais. Um não é mais que o outro porque tem o salário maior.

Pontos positivos
Entre tantos benefícios e pontos positivos de morar fora do Brasil, um dos principais listados por Viviane é a segurança 'pois posso voltar para casa de madrugada a pé sem medo'.

-Não existem catracas no metrô na Alemanha, ninguém confere se você tem ticket ou não.
-Se você ultrapassar o sinal vermelho, inclusive como pedestre, pode ser multado.

No entanto, nenhum lugar é livre de problemas. De acordo com a jovem, existem muitos pedindo 'moedinhas' na rua mais do que no Brasil.

Mesmo estando na Alemanha, conheci gente de todos os cantos do mundo, e ouço muitas línguas diferentes no dia a dia, quase mais que o próprio Alemão

Viver como um nativo
Sempre que viaja para outras cidades, Viviane busca se locomover a pé e usar o transporte público como os moradores. 'Pesquiso os pontos locais antes de ir e me oriento com os mapas. Gosto de sentir na pele a rotina dos habitantes locais, caminhar pelas ruas e provar as comidas típicas', observa. Se acontecer de se perceber, conta que aproveita a oportunidade porque pode acabar 'do nada' conhecendo um novo local que não estava no roteiro.

Quando viaja, busca se hospedar em hostels para que além da economia consiga conhecer novas pessoas. 'Se preciso de um guia, por eu normalmente ir sem agência de turismo, participo dos free walking tours, nos quais um morador local apresenta a cidade e, ao fim, cada um paga o valor que deseja.'

Turismo
Vviane realizou um desejo em 2018: o de conhecer um pouco do leste europeu. Quando a maioria dos viajantes carrega consigo a vontade de conhecer a França ou a Itália, a jovem optou por conhecer o leste. Segundo ela, na Croácia enquanto estava caminhando pelo centro de Zadar, viu muitos prédios antigos e há tempo não restaurados. ' Liubliana, na Eslovênia, também ganhou meu coração e Budapeste se tornou uma das minhas cidades preferidas na Europa - só não perde para Paris.' Na lista, estão outros países da Europa, mas que ela não vai conseguir conhecer esse ano, por isso, já planeja e assim deixa como meta uma nova eurotrip.

Foto: Arquivo Pessoal / Tudo&TodasBudapeste - ao fundo o principal cartão postal da cidade, o parlamento húngaro
Budapeste - ao fundo o principal cartão postal da cidade, o parlamento húngaro
Foto: Arquivo Pessoal / Tudo&TodasZadar- Croácia
Um dos pontos turisticos de Nuremberg
Foto: Arquivo Pessoal / Tudo&TodasEslovênia, Lago Bled
Eslovênia, Lago Bled
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