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Você tem o hábito de roer unhas? A ansiedade pode ser o principal motivo

Saúde por: Rosana Wessling em: 11/02/2019 | 15:00

Uma rotina alterada, uma prova na escola, um encontro amoroso, um momento de espera. Diversas situações são marcadas pela ansiedade e muitas pessoas descarregam esse sintoma nas unhas. Cientificamente conhecido como onicofagia, o hábito de roer unhas acaba sendo essa uma forma de alívio de tensões emocionais e é considerado um hábito nervoso, repetitivo, embaraçante e socialmente indesejável.

A psicóloga Gabriela Anita Sterz destaca que muitos podem ser os motivos que levam a pessoa a roer unhas, mas o principal fator pode ser uma angústia emocional e/ou elevada ansiedade, estresse e aborrecimento.

Roer unhas pode se tornar algo patológico, resultando no sintoma de algum problema ou transtorno de ansiedade. Cada indivíduo reage a ansiedade de uma maneira particular, por exemplo: algumas pessoas descontam a ansiedade na comida, outras na bebida, algumas pessoas são o contrário disso, ela deixam de comer por ansiedade, então não podemos generalizar nenhum situação.'

Foto: Arquivo Pessoal / DivulgaçãoPsicóloga Gabriela elenca a ansiedade como o principal motivo de roer as unhas
Psicóloga Gabriela elenca a ansiedade como o principal motivo de roer as unhas


A profissional explica que a ansiedade não é algo exclusivo dos adultos. Para Gabriela, as cobranças sobre os indivíduos estão começando cada vez mais cedo, o que faz com que as crianças e adolescentes sofram cada vez mais de ansiedade.

Quando existe ansiedade, o indivíduo busca algo que o distraia para que ele não pense no que está sentindo. O ato de roer as unhas faz com que haja dor e, às vezes, pode ser até estimulante sentir, seria como um ato de automutilação, a pessoa prende sua atenção naquela dor, o que faz com que ela esqueça a fonte de ansiedade, gerando um estado de alívio com a estimulação da dor.'


Gabriela aconselha que a pessoa pode se monitorar para parar de roer a unha ou até pedir ajuda dos familiares e amigos, para que, quando observarem que está roendo as unhas, o alertem do ato. 'O hábito de roer as unhas acaba sendo algo que a pessoa nem percebe mais que está fazendo, então a ajuda de outra pessoa neste processo de controle pode ser muito importante', comenta.

A onicofagia pode resultar num transporte de germes que vivem embaixo da superfície da unha até a boca, o qual podem causar danos a saúde. Gabriela ressalta que não é só o roer as unhas que faz mal, o ato compulsivo também pode fazer com que a pele ao redor da unhas e a cutícula se rompam, expondo a pele rompida, sendo mais suscetível a infecções, vírus, micróbios.

A psicóloga salienta que a psicoterapia é uma técnica científica que pode ajudar a pessoa a entender a origem dessa compulsão e enfrentá-la. Para isso é necessário buscar identificar as situações que levam o indivíduo à ansiedade, à angustia, ao estresse.

'A psicoterapia é a melhor ferramenta, mas existem casos severos, patológicos, nos quais é necessária a intervenção psicofarmacológica, mas saliento que para um tratamento eficaz é necessário que se faça o uso correto do psicofármaco acompanhado de psicoterapia.'

Além disso, a psicóloga aponta alguns tratamentos tópicos que podem ajudar a controlar o hábito com preparações de sabor desagradável, como esmaltes ou uso de pimentas que são utilizados no intuito de lembrar, desencorajar o hábito e lembrar que aquilo é uma ação negativa.

Quais os efeitos colaterais do ato de roer as unhas?

- Facilita a entrada de bactérias, germes, pela superfície das unhas que vai até a boca;
- Pode prejudicar a dentição, fraturas nos dentes, problemas na mordida;
- Mãos feias devido ao ato de roer as unhas;
- Habilidades manuais restringidas.

 

 

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